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domingo, 2 de janeiro de 2011

Meus 14.

Dois de janeiro de 1997, às 15:50, num local específico, era apenas mais uma vida. Uma vida transparente nos olhos dos grandes, e a vida contada aos olhos dos pequenos atores. Pelas bocas familiares, seria um ser especial para todos. Se eu morresse amanhã, acho que ficaria um tanto decepcionada com a minha contribuição pro mundo.Veremos. Ajudar uma velhinha a atravessar a rua? Plantar árvores no primário? Não, isso não é contribuir.. Acho que se eu morresse amanhã eu teria muitas contas a prestar no chamado ‘plano superior’, muitas coisas a esclarecer e muitas broncas a levar. Confesso que nunca fui santa, nem boa menina, nunca fui do tipo que que tirava nota 10 nas aulas, mas sempre que podia fazia alguma coisa para compensar, como dar lugar a uma mulher grávida no ônibus, ou arrumar a cama. Mas quando eu digo contribuir para o mundo, eu chego no quesito talento... Sabe, quando você vai crescendo, e aquela ou outra pessoa diz: Ah, um dia você será uma médica de sucesso... Ou ainda: Será uma poeta, pois pensa muito e fala pouco. Tem essa também: Ela toca muito bem,  amo muito a música. Será uma cantora de arrebentar. Nunca, ou por enquanto, não deixei milhões de brasileiros vidrados enquanto viam o último capítulo de uma novela que eu protagonizava, nem levei o Brasil nas finais olímpicas com meu time de vôlei, nunca ganhei um Oscar, nem um Globo de Ouro.. Portanto eu não posso morrer amanhã.. Sem chances! Acredito que todo mundo está no mundo por algum motivo, uma meta a seguir e quando cumprida a nossa função aqui acaba, então, morremos... Mas ainda temos que falar dos amores. AH, Grandes amores... Sim, eles nos inspiram. Existe aquele amor generoso: " com você dancei, por você, cantei ". Aquele amor que marcou: " As distâncias continuaram aumentando, eu estou aqui sem você, amor " . Além de várias ficadas nestas noitadas da vida. Mas a vida é baseada no instinto do amor que te conquistou e ficou tatuado, marcado dentro, lá no fundo sabe? Aí sim, podemos irmos à outra vida. Há quem diga que do outro lado é que a vida começa, há outros que dizem que o caixão é o fim.. Eu não opino, simplesmente por não ter conhecimento sobre isso.. Nunca tentei entender o mundo em que vivemos e pra onde vamos quando não vivemos mais.. Mas, sinceramente, não quero, não por enquanto.. Sei que estou aqui para cumprir com a minha função, seja ela qual for, eu não descobri ainda, mas tenho certeza que não estou aqui atoa, não foi por acaso que eu nasci na barriga da minha mãe e não de outra mulher qualquer.. Tenho certeza que tenho um plano maior a seguir e quando eu descobrir, cumprirei e me despedirei desse mundo, mas como disse, não dei minha taxa de contribuição ao mundo ainda, portanto, por enquanto, sou imortal, até que me provem o contrário. *-*

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